Caminho, Verdade e Vida

103 – ESTIMA DO MUNDO

ESTIMA DO MUNDO

“Se chamaram Belzebu ao pai de família,quanto mais aos seus domésticos?”— Jesus. (MATEUS, capítulo 10, versículo 25.)

 Muitos discípulos do Evangelho existem, ciosos de suas predileções e pontos de vista, no campo individual.

 Falsas concepções ensombram-lhes o olhar.

 Quase sempre se inquietam pelo reconhecimento público das virtudes que lhes exornam o caráter, guardam o secreto propósito de obter a admiração de todos e sentem-se prejudicados se as autoridades transitórias do mundo não lhes conferem apreço.

 Agem esquecidos de que o Reino de Deus não vem com aparência exterior; não percebem que, por enquanto, somente os vultos destacados, nas vanguardas financeiras ou políticas, arvoram-se em detentores de prerrogativas terrestres, senhores quase absolutos das homenagens pessoais e dos necrológios brilhantes.

 Os filhos do Reino Divino sobressaem raramente e, de modo geral, enchem o mundo de benefícios sem que o homem os veja, à feição do que ocorre com o próprio Pai.

 Se Jesus foi chamado feiticeiro, crucificado como malfeitor e arrebatado de sua amorosa missão para o madeiro afrontoso, que não devem esperar seus aprendizes sinceros, quando verdadeiramente devotados à sua causa?

 O discípulo não pode ignorar que a permanência na Terra decorre da necessidade de trabalho proveitoso e não do uso de vantagens efêmeras que, em muitos casos, lhe anulariam a capacidade de servir.

 Se a força humana torturou o Cristo, não deixará de torturá-lo também.

 É ilógico disputar a estima de um mundo que, mais tarde, será compelido a regenerar-se para obter a redenção.